A Secretaria de Saúde do Estado
(Sesab) divulgou, nesta quarta-feira (29), que foi confirmado o primeiro caso
de febre amarela em macaco na capital baiana. O caso foi confirmado no bairro
de Vila Laura. Outros dois casos em macacos já haviam sido registrados na
cidade de Alagoinhas, a 120 km de Salvador, no início do mês.
Por conta do caso em macaco, a Sesab afirmou que, em conjunto
com o Município, definiu nova estratégia de combate ao controle do vírus em
Salvador. Os detalhes das medidas que serão tomadas serão apresentados em
coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira.
Alagoinhas
Após dois macacos morrerem por conta de febre amarela silvestre
no início do mês, em Alagoinhas, localizada a 120 km de Salvador, 16 animais
foram encontrados mortos no muncípio, com sinais de violência e envenenamento,
até o dia 17 de março, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A suspeita é de
que moradores matem os animais com medo da doença.
Em Alagoinhas, 100 mil doses da vacina contra a doença estão
disponíveis para a população. Os moradores chegaram a fazer filas em praças da
cidade, onde foram instalados postos de imunização. O veterinário e gestor do
zoológico de Salvador disse que o macaco tem um papel importante no alerta para
a doença, por isso não há razão para as mortes. “É como se eles tivessem dando
a vida para não avisar que a febre amarela está chegando, eles são
importantíssimos e não os vilões”
A febre amarela tem duas formas de transmissão: a silvestre e a
urbana. Na primeira, os mosquitos Haemagogus e Sabetes são hospedeiros. Eles
picam animais contaminados e transmitem para outros animais, podendo infectar
também humanos. Já a urbana, que está erradicada no Brasil desde 1942, é
transmitida pelo Aedes Aegypti, que hospeda o vírus ao picar um animal infectado
e pode contaminar humanos.
Cidades
Segundo o último boletim da Sesab, até 14 de fevereiro deste
ano, foram notificados 14 casos suspeitos de febre Amarela em oito municípios
(1- Itiúba; 4 - Coribe; 1- Itamaraju; 1- Mucuri; 1- Nova Viçosa; 3 -Teixeira de
Freitas; 1- Ilhéus; 1- Feira de Santana; 1- residente no estado de Alagoas).
A Sesab informou que dois foram descartados laboratorialmente em
Mucuri e um Teixeira de Freitas. Doze casos permanecem em investigação. Os
residentes de Coribe e Itiúba são da zona rural.
Fonte: G1






