O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho recebeu, nesta
terça-feira (22), alta do Hospital Quinta D'Or, na zona norte da cidade.
Garotinho estava internado na unidade desde sábado. No último domingo (20), ele
foi submetido a um procedimento de cateterismo.
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| Foto: reprodução |
Garotinho foi preso na última quarta-feira
(16) pela Polícia Federal. O ex-governador teve prisão decretada pelo Juízo da
100ª Zona Eleitoral, de Campos dos Goytacazes, no norte do estado. Ele é
acusado de usar o programa social municipal Cheque Cidadão para comprar votos
na eleição daquele município.
No mesmo dia em que foi detido, ele passou mal e foi internado no
Hospital Municipal Souza Aguiar. No dia seguinte, a Polícia Federal decidiu transferi-lo para o hospital penal do Complexo Penitenciário de
Bangu. No sábado (19), o Tribunal Superior Eleitoral autorizou a
prisão domiciliar de Garotinho e ele pôde ser transferido para o Quinta D'Or.
De acordo com a defesa do ex-governador, agora ele ficará preso em sua
casa, no Rio de Janeiro, com escolta policial.
Anthony Garotinho foi exonerado do cargo de secretário municipal de
Governo de Campos. Por meio de decreto publicado nesta segunda-feira (21), a
prefeita Rosinha Garotinho, esposa do ex-governador, afirma que o marido está
deixando o cargo por orientação médica.
Filha de Garotinho é desfiliada
Também nesta segunda, o Partido da República (PR) confirmou a
desfiliação da deputada federal Clarissa Garotinho (RJ). O motivo alegado para
a expulsão foi o fato de a parlamentar ter votado contra a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos do governo federal por
20 anos.
Em nota oficial, o PR informa que a decisão foi tomada de maneira
unânime pela direção executiva do partido. No segundo turno da votação da PEC
no plenário da Câmara, no fim de outubro, Clarissa Garotinho e os deputados
Silas Freire (PI) e Zenaide Maia (RN) votaram contra a matéria, apesar de a
legenda ter orientado a bancada a se posicionar a favor do texto, que agora
está sob análise do Senado.
Embora os três deputados tenham desobedecido a orientação partidária,
apenas Clarissa foi expulsa. Silas Freire foi punido com a suspensão por nove
meses, enquanto Zenaide Maia ficará suspensa por um ano. Durante esse período,
ambos não podem assumir cargo de líder da bancada.






