terça-feira, 22 de novembro de 2016

Garotinho recebe alta hospitalar e segue para prisão domiciliar no Rio

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho recebeu, nesta terça-feira (22), alta do Hospital Quinta D'Or, na zona norte da cidade. Garotinho estava internado na unidade desde sábado. No último domingo (20), ele foi submetido a um procedimento de cateterismo.

Foto: reprodução
Garotinho foi preso na última quarta-feira (16) pela Polícia Federal. O ex-governador teve prisão decretada pelo Juízo da 100ª Zona Eleitoral, de Campos dos Goytacazes, no norte do estado. Ele é acusado de usar o programa social municipal Cheque Cidadão para comprar votos na eleição daquele município.

No mesmo dia em que foi detido, ele passou mal e foi internado no Hospital Municipal Souza Aguiar. No dia seguinte, a Polícia Federal decidiu transferi-lo para o hospital penal do Complexo Penitenciário de Bangu. No sábado (19), o Tribunal Superior Eleitoral autorizou a prisão domiciliar de Garotinho e ele pôde ser transferido para o Quinta D'Or.

De acordo com a defesa do ex-governador, agora ele ficará preso em sua casa, no Rio de Janeiro, com escolta policial.

Anthony Garotinho foi exonerado do cargo de secretário municipal de Governo de Campos. Por meio de decreto publicado nesta segunda-feira (21), a prefeita Rosinha Garotinho, esposa do ex-governador, afirma que o marido está deixando o cargo por orientação médica.

Filha de Garotinho é desfiliada 

Também nesta segunda, o Partido da República (PR) confirmou a desfiliação da deputada federal Clarissa Garotinho (RJ). O motivo alegado para a expulsão foi o fato de a parlamentar ter votado contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos do governo federal por 20 anos.


Em nota oficial, o PR informa que a decisão foi tomada de maneira unânime pela direção executiva do partido. No segundo turno da votação da PEC no plenário da Câmara, no fim de outubro, Clarissa Garotinho e os deputados Silas Freire (PI) e Zenaide Maia (RN) votaram contra a matéria, apesar de a legenda ter orientado a bancada a se posicionar a favor do texto, que agora está sob análise do Senado.

Embora os três deputados tenham desobedecido a orientação partidária, apenas Clarissa foi expulsa. Silas Freire foi punido com a suspensão por nove meses, enquanto Zenaide Maia ficará suspensa por um ano. Durante esse período, ambos não podem assumir cargo de líder da bancada.

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