Os índices de qualidade de vida no
país apresentaram melhoras entre 2011 e 2014 entre as unidades da federação e
as que possuem os melhores indicadores são Distrito Federal, São
Paulo e Santa Catarina, segundo estudo
divulgado nesta terça-feira (22) por Pnud (Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e
Fundação João Pinheiro.
É o que aponta o estudo Radar IDHM (Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal). Quanto mais perto de 1, melhor o indicador. O
IDHM mede indicadores de renda, educação e longevidade da população e é
semelhante ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), utilizado para comparar a
qualidade de vida entre diferentes países.
O Distrito
Federal (0,839), São Paulo (0,819) e Santa Catarina (0,813) foram as únicas
unidades da federação (26 Estados e o DF) classificadas na faixa de muito
alto desenvolvimento humano, quando o indicador está acima de
0,8. Outros cinco Estados aparecem com médio desenvolvimento
humano (de 0,6 a 0,699) e dezenove, na faixa de alto desenvolvimento
humano (de 0,7 a 0,799).
Os Estados
com o IDHM mais baixo são Alagoas (0,667), Pará (0,675)
e, empatados, Maranhão (0,678) e Piauí (0,678).
Todas as
vinte e sete unidades da federação apresentaram avanço no IDHM entre 2011 e
2014. Os maiores crescimentos no índice foram observados no Amapá, Amazonas e
Piauí. Já os menores crescimentos no IDHM ocorreram em Roraima, Goiás e
Sergipe.
Desigualdade
regional
O ranking do IDHM também revela a manutenção das desigualdades
regionais no país. Os 13 Estados das regiões Norte e Nordeste ocupam a parte de
baixo do ranking, com indicadores menores que os do Distrito Federal e dos
outros 13 Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
A desigualdade regional se reflete nos indicadores por setor do
IDHM, como renda, educação e expectativa de vida.
Maranhão, Piauí e Alagoas apresentam os menores valores para a
expectativa de vida ao nascer: 70 anos, 70,7 anos, e 70,8 anos, respectivamente.
As unidades da federação com as maiores expectativas de vida são Santa
Catarina, Distrito Federal e Espírito Santo que possuem expectativa de vida ao
nascer de 78,4 anos, 77,6 anos, e 77,5 anos, respectivamente.
No quesito renda, os doze Estados com os menores valores, e
classificados como de médio desenvolvimento humano, estão localizados nas
regiões Norte e Nordeste. Pará, Maranhão e Alagoas apresentaram os menores
valores do IDHM Renda, o que equivale a uma renda domiciliar per capita (por
indivíduo) média de R$469, R$424 e R$414, respectivamente.
Na educação, Alagoas (0,603), Pará (0,592) e Sergipe (0,591)
apresentam os menores valores do IDHM, enquanto São Paulo (0,800), Distrito
Federal (0,789) e Santa Catarina (0,765) são as unidades da federação com os
maiores valores do IDHM Educação.
Regiões
metropolitanas
O estudo também mediu o IDHM nas regiões metropolitanas de nove
capitais brasileiras e também do Distrito Federal. Todos apresentaram melhora
no indicador na comparação entre os anos de 2011 e 2014.
As maiores altas no índice ocorreram nas regiões
metropolitanas de Curitiba (4,5%), Recife (3,4%) e Rio de Janeiro (3,2%).
As regiões metropolitanas com os maiores IDHM são o Distrito
Federal (0,839), São Paulo (0,829) e Curitiba (0,817). Os menores indicadores
para as regiões analisadas no estudo foram os de Belém (0,742), Fortaleza
(0,750) e Recife (0,768).
Também entraram no estudo as regiões metropolitanas de Salvador
(0,769), Porto Alegre (0,789), Belo Horizonte (0,798) e Rio de Janeiro (0,795).
Entenda o
Radar IDHM
Para
entender melhor o que significa o Radar IDHM e o que ele mede, o UOLpreparou
algumas perguntas e respostas. Confira:
O que é o Radar IDHM?
É um estudo que realiza o cálculo do IDHM de 2011 a 2014 com base
em dados produzidos pela PNAD. O estudo aponta tendências sobre o comportamento
de indicadores sociais que avaliam a qualidade de vida no Brasil, nos 26
Estados e no Distrito Federal e em nove regiões metropolitanas.
E o que é o IDHM?
O IDHM é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano Municipal.
Trata-se de um indicador lançado em 2013 que coleta dados dos Censos realizados
pelo IBGE para medir a qualidade de vida nos municípios brasileiros. A
metodologia usada no cálculo do IDHM é similar à usada pelas ONU (Organização
das Nações Unidas) para calcular o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos
países e leva em consideração três quesitos básicos: renda, educação e saúde.
Por que foi criado o Radar
IDHM?
Porque o IDHM só avalia dados produzidos pelos Censos, que são
realizados a cada 10 anos. A ideia é que o Radar IDHM ajude formuladores de
políticas públicas a visualizar quais as tendências registradas pelos
indicadores sociais entre os anos que não são abrangidos pelos Censos do IBGE.
Por que o Radar IDHM não
apresenta dados do Brasil todo, como o IDHM?
Porque a base de dados usada pelo Radar é diferente da utilizada
pelo IDHM. A fonte de informações para o Radar IDHM é a PNAD e a do IDHM é o
Censo.
É possível comparar uma
pesquisa com a outra?
Não, justamente porque as fontes de informações são diferentes.
Informações: uol






