Tudo começou quando Jorge o nosso personagem queria chegar
mais rápido ao trabalho, com a pressa habitual do dia a dia, saiu correndo de
casa e mal tomou o café da manhã, aliás nem se sentou para apreciar este
momento matinal.
Jorge entrou no carro, acionou o motor, ligou o som alto e
saiu rapidamente de sua casa.
Porém no caminho ao trabalho a Avenida Santos Dumont estava
parada, os carros na fila nem se quer se mexiam, e Jorge ali parado ficou se
lamentando da vida, do seu trabalho e das rotinas diárias que possuía. Entre
elas, estavam, sair do trabalho para casa e da casa para o trabalho.
A fila persistia e a cada minuto que se passava parecia uma
eternidade para Jorge, mas ele estava bem, estava dentro de seu carro com
ar-condicionado e todos aqueles aparatos tecnológicos de última geração. Ainda
assim sentia se desanimado, até que ao olhar para o lado viu uma moça se
levantando do meio fio para entregar panfletos debaixo daquele sol intenso,
sufocante e fervoroso.
Então, Jorge pensou: - Nossa! E eu achava que o meu momento
estava sendo péssimo.
Caros leitores, muitas vezes na vida é bem assim mesmo,
achamos que os nossos problemas, ou melhor, as nossas dificuldades são sempre
as piores que existem. Porém nos esquecemos que os hospitais estão lotados de
pessoas com problemas mil vezes maior do que o nosso!
Esquecemos muitas vezes que o ato de poder acordar e ver o
sol nascer, sentir o vento, poder comer, caminhar, esquecemos que a felicidade
está contida nas coisas simples da vida.
Por fim, esquecemos de agradecer pelo que temos. Pois é...
assim muitas vezes somos nós!
Fernando Lapolli






