Em outubro de 2015, o Ministério da Educação publicou uma imagem em sua
página oficial no Facebook, que desmentia o vazamento do tema da redação do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) daquele ano.
Na imagem, que é apresentada com uma faixa vermelha, escrito
"falsa", é possível observar que o tema que supostamente havia sido
vazado era "intolerância religiosa", mesmo tema cobrado no Enem deste
ano, aplicado no último fim de semana.
Nesta segunda-feira (7), os usuários do Facebook perceberam o ocorrido e
reviveram o post, que está sendo amplamente compartilhado na rede social.
"Gente, olha o próprio MEC vazando o tema da redação", comentou um
internauta. "Vazou o tema da prova desse ano, o que fazemos? Diz que é
falsa e põe o tema na do ano que vem", brincou outro.
A proposta de
redação do exame sempre vem acompanhada de textos que podem servir de motivação
para que os candidatos elaborem seus próprios textos. No entanto, o estudante
não deve se restringir às ideias ali apresentadas, copiar trechos ou torná-los
parte de sua argumentação. Tais procedimentos podem fazer com que o candidato
perca pontos na avaliação de competências. Aquele que fizer qualquer brincadeira
ou deboche vai tirar zero.
No post de
2015, é possível, perceber até que o gráfico sobre intolerância religiosa no
Brasil, retirado do jornal Folha de S.Paulo, é o mesmo que
foi usado como texto motivador na prova de 2016.
Polêmicas
O tema da
prova desse domingo (6), “Caminhos para combater a
intolerância religiosa no Brasil”, criou polêmicas e causou alvoroço
nas redes sociais.
Muitos
usuários citam questões políticas como a influência da bancada evangélica no
Congresso Nacional e mesmo a eleição de candidatos no pleito municipal ligados
às igrejas evangélicas.
Outros saem
em defesa: "sobre Intolerância Religiosa: sim, o Estado é (ou deveria ser)
laico, mas laico não significa anti-religioso, ok? ok", diz usuário.
"Tema
da redação do Enem sobre intolerância religiosa. Tema bom, porém
polêmico", diz usuária do Twitter. "Uma dica: Intolerância Religiosa
atacando Intolerância Religiosa estará errado!", aconselha outra usuária
na rede social.






