quinta-feira, 3 de novembro de 2016

SUS cria 'glossário' para evitar zoeiras em cadastros e vira piada na internet


Um documento elaborado pela equipe do Núcleo Técnico do Cartão Nacional de Saúde, órgão ligado ao Ministério da Saúde, está provocando espanto e rendendo piadas na internet.

O guia de 48 páginas disponível no site do Departamento de Informática do SUS traz instruções a profissionais do Sistema Único de Saúde para efetuarem o cadastro de usuários na rede. Até aí tudo certo, mas o documento traz um verdadeiro 'glossário' de zoeiras, com 678 termos "proibidos".


A enorme lista é composta majoritariamente por termos de cunho sexual, como "tesudo", "xereca", "suruba" e "boquete". Ainda nessa seara, aparecem outras palavras e expressões mais virtuosas, como "bueiro onde desce o careca", "cisterna de porra", "capô de fusca", "suga-pinto", "boca vertical" e "largo do bilau".

O manual foi descoberto por um usuário do Twitter e logo viralizou na internet com o pipocar de centenas de piadas ridicularizando o conteúdo.

Além de palavrões e dos já mencionados termos com apelo sexual, outro fato que chamou a atenção dos usuários das redes sociais foi o repertório gastronômico da lista, que inclui iguarias como "esfiha", "massa folhada", "nugget de peixe", "sonho recheado" e "bife a rolê". Outro fato curioso é a disposição dos termos em ordem alfabética, exceto pela última palavra da lista: "cachorro".

Piada antiga que chegou até mesmo a provocar embaraços ao ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo durante sessão sobre o impeachment no Senado, o infame "Tomas Turbando" também está vetado aos usuários do SUS.

Você pode acessar o documento, por conta e risco próprio, por meio deste link. O 'glossário' de zoeiras começa na página 28.

Nada foi inventado


Datado de 2015, quando o Ministério da Saúde estave sob o comando de Arthur Chioro (PT) e de Marcelo Castro (PMDB), o documento foi elaborado pelo Núcleo Técnico do Cartão Nacional de Saúde para orientar profissionais sobre como efetuar cadastros de usuários do SUS mesmo em estabelecimentos de saúde que não possuem internet. A ideia dessa integração é permitir aos sistemas municipais e/ou estaduais "consumirem os dados de usuários do SUS cadastrados na base de dados nacional", conforme explica o DataSUS.

De acordo com os próprios autores do manual, a lista de termos considerados inválidos se baseia no "uso e práticas utilizadas pelos usuários do sistema". Ou seja: todos os 678 termos efetivamente já foram usados anteriormente no cadastro. 

O Ministério da Saúde confirmou a autenticidade do documento, mas não informou até o momento como foi elaborada a lista e nem se ela sairá do ar devido à polêmica.

Informações: IG

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