Um documento elaborado pela equipe do Núcleo Técnico do Cartão Nacional
de Saúde, órgão ligado ao Ministério da Saúde,
está provocando espanto e rendendo piadas na internet.
O guia de 48 páginas disponível no site do Departamento de Informática
do SUS traz instruções a profissionais do Sistema Único de Saúde para
efetuarem o cadastro de usuários na rede. Até aí tudo certo,
mas o documento traz um verdadeiro 'glossário' de zoeiras, com 678
termos "proibidos".
A enorme lista é composta majoritariamente por termos de cunho
sexual, como "tesudo", "xereca", "suruba" e
"boquete". Ainda nessa seara, aparecem outras palavras e expressões mais
virtuosas, como "bueiro onde desce o careca", "cisterna de
porra", "capô de fusca", "suga-pinto", "boca
vertical" e "largo do bilau".
O manual
foi descoberto por um usuário do Twitter e logo viralizou na internet com o
pipocar de centenas de piadas ridicularizando o conteúdo.
Além de
palavrões e dos já mencionados termos com apelo sexual, outro fato que chamou a
atenção dos usuários das redes sociais foi o repertório gastronômico da
lista, que inclui iguarias como "esfiha", "massa folhada",
"nugget de peixe", "sonho recheado" e "bife a
rolê". Outro fato curioso é a disposição dos termos em ordem
alfabética, exceto pela última palavra da lista: "cachorro".
Piada
antiga que chegou até mesmo a provocar embaraços ao ex-advogado-geral da União
José Eduardo Cardozo durante sessão sobre o impeachment no Senado,
o infame "Tomas Turbando" também está vetado aos usuários do
SUS.
Você pode
acessar o documento, por conta e risco próprio, por meio deste link. O 'glossário' de zoeiras começa na
página 28.
Nada foi
inventado
Datado de
2015, quando o Ministério da Saúde estave sob o comando de Arthur Chioro (PT) e
de Marcelo Castro (PMDB), o documento foi elaborado pelo Núcleo Técnico do
Cartão Nacional de Saúde para orientar profissionais sobre como efetuar
cadastros de usuários do SUS mesmo em estabelecimentos de saúde que não possuem
internet. A ideia dessa integração é permitir aos sistemas municipais e/ou
estaduais "consumirem os dados de usuários do SUS cadastrados na base de
dados nacional", conforme explica o DataSUS.
De acordo
com os próprios autores do manual, a lista de termos considerados inválidos se
baseia no "uso e práticas utilizadas pelos usuários do sistema". Ou
seja: todos os 678 termos efetivamente já foram usados anteriormente no
cadastro.
O Ministério da Saúde confirmou a autenticidade do
documento, mas não informou até o momento como foi elaborada a lista e nem se
ela sairá do ar devido à polêmica.
Informações: IG






