Ter uma boa gestão das emoções é
considerado hoje um diferencial importante nas organizações, em alguns casos
mais até do que raciocínio lógico e conhecimentos específicos. Mas como o
profissional pode desenvolver as características certas e tirar proveitos da
inteligência emocional (IE) em seu ambiente de trabalho?
Tratar os demais, superiores ou colegas, com educação e
gentileza, ser grato e compreensivo, de forma a ajudá-los em seu
desenvolvimento, são comportamentos que podem contar pontos a favor do
profissional. No entanto, nem todos conseguem dominar suas emoções e agir com
equilíbrio em momentos de frustração, pressão ou estresse, por exemplo.
Se este é o seu caso, saiba que para assumir o controle
emocional e ser aquele que consegue motivar a todos no escritório, é preciso
trabalhar algumas características essenciais, como destaca Carlos Aldan,
especialista em IE e CEO do Grupo Kronberg, empresa especialista em liderança e
profissionais da linha de frente, assessment e coaching.
“Uma delas é o autoconhecimento, importante para que o
profissional saiba definir suas emoções de maneira exata e, com base nisso,
consiga tomar decisões assertivas em momentos de tensão. Além disso, essa
característica auxilia no desenvolvimento de cada um, pois é possível
identificar quais pontos devem ser melhorados e quais devem ser mantidos,
resultando num crescimento tanto profissional quanto pessoal”, explica.
A capacidade de se colocar no lugar do outro também se torna
imprescindível para quem quer construir bons relacionamentos no trabalho. “A
empatia resulta num melhor relacionamento com os colegas de trabalho, sejam
eles líderes, superiores ou profissionais com o mesmo cargo. Quando se constrói
bons relacionamentos, a identificação de personalidades e reações se torna mais
rápida e, assim, é possível tomar atitudes racionais e estratégicas mesmo em
situações desafiadoras”, afirma o especialista.
Características que devem ser trabalhadas para obter sucesso por
meio da inteligência emocional:
Autoconhecimento
Conhecer a si mesmo permite definir com exatidão as próprias
emoções, identificando também as diferentes nuances e intensidades de cada
sentimento. Ao saber de onde vem determinada reação, o profissional adquire a
capacidade de se preparar e definir estratégias de antemão para situações
similares no futuro.
Autogestão
Na prática da autogestão é possível reconhecer quais são as
qualidades e também identificar quais as vulnerabilidades que se pode
trabalhar. Administrar esses fatores significa impedir que eles se tornem um
problema e permite que o profissional atue com eficácia na administração das
próprias habilidades e deficiências.
Motivação
O engajamento diminui quando o alcance das metas está muito
distante. Por isso, profissionais com inteligência emocional compreendem que
metas tangíveis, mas ainda assim desafiadoras, são ferramentas de
desenvolvimento e otimização e respeitam seus limites pessoais e profissionais.
Eles entendem que o perfeccionismo exagerado pode levar à perda de
produtividade e frustração.
Empatia
Pessoas empáticas têm uma boa capacidade de se relacionar e se
interessam pela vida do próximo, construindo relacionamentos fortes e
saudáveis, além de ter bom convívio com os demais colegas. A partir disso é
possível melhorar o clima da empresa, neutralizar pessoas negativas e extrair
boas experiências daquelas que enriquecem o dia a dia.
Habilidades sociais
Ter um julgamento sensível em relação às pessoas ao redor, faz
com que o profissional tenha habilidade em interpretar e compreender quem está
próximo a ele. Assim, torna-se possível identificar a personalidade dos colegas
em pouco tempo e saber analisar suas reações em determinadas circunstâncias
para saber lidar com elas.
Fonte: Catho






