O segundo
Prêmio por Desempenho Policial (PDP) de 2016 – benefício utilizado pelo Governo
do Estado, através da Secretaria da Segurança Pública, como reconhecimento ao
empenho dos policiais que conseguiram reduzir índices criminais nas suas áreas
de atuação – pagará aproximadamente R$ 3,9 milhões, na folha especial de
outubro. A lista com as unidades premiadas está publicada, na edição deste
sábado (8) do Diário Oficial do Estado.
Receberão gratificações os servidores que conseguiram alcançar,
no primeiro semestre de 2016, comparado com o mesmo período do ano passado, a
meta de redução de 6% dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) -
homicídio, latrocínio e lesão corporal dolosa seguida de morte. As unidades que
atingiram decréscimos em números absolutos e a submeta (3 à 5,9%) também serão
contempladas.
No total serão premiados 4.602 servidores da PM, 936 da PC e 16
do Departamento de Polícia Técnica. As cinco Áreas Integradas de Segurança
Pública (Aisps), que obtiveram índices acima da meta estabelecida de 6% foram
as da Barra (50%), Barris (27,2%), Pau da Lima (12,5%), Guanambi (11,5%) e Vera
Cruz (11,5%). Em números absolutos, as Aisps com melhor resultado são as de
Brotas (14 casos a menos), Itapuã (-10), Paulo Afonso (-7), Liberdade (-7) e
Itapetinga (-2).
Alcançaram a submeta as Aips de Barreiras (5,2%), Teixeira de
Freitas (4,8%), Camaçari (4,8%) e Rio Real (3,1%). “Essa é mais uma
demonstração do Governo do Estado em valorizar o serviço prestado pelos
policiais baianos, por meio de uma ferramenta motivacional empregada em
empresas privadas. Em 2016, com a sensibilidade do governador Rui Costa, avançamos
para o pagamento do PDP referente aos primeiros seis meses do ano”, comemorou o
secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.
Aperfeiçoamento
O trabalho integrado das polícias Militar, Civil, Técnica e do
Corpo Bombeiro, com foco no combate às quadrilhas de tráfico de drogas, reduziu
em 11,6% na capital baiana os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), no
início do segundo semestre. Os dados parciais correspondem ao período entre o
dia 1º de julho a 30 de setembro comparando 2016 com o ano anterior. Em números
absolutos, este ano ocorreram 305 casos, enquanto foram contabilizados 345 em
2015.
“Reposicionamos o policiamento ostensivo em alguns pontos e
ampliamos as ações de inteligência para identificar e capturar os criminosos
que fazem parte dos bandos que traficam drogas e têm a incumbência de executar
quem deve ou quem é da quadrilha rival”, explicou o secretário. Informou que de
janeiro a agosto a polícia prendeu 12.942 criminosos em flagrante e cumpriu
3.616 mandados de prisão. “São 16.500 pessoas que cometeram atos ilícitos
tiradas de circulação. É importante divulgarmos a nossa produtividade para que
a população perceba que estamos fazendo a nossa parte”, reiterou Barbosa.
Entre os homicidas presos estão Claudomiro Santos Rocha Filho, o
'Nicão', e Ricardo Rodrigues de Souza, mais conhecido pelo apelido de 'Bucha de
Sena', mandantes de diversos homicídios na capital e Região Metropolitana de
Salvador.
Produtividade
De 1º de janeiro a 30 de setembro de 2016 a polícia baiana prendeu
aproximadamente 600 homicidas, alguns com até 30 mortes confessadas. Os dados
são do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e representam um
aumento de 23% da produtividade quando comparados com o mesmo período do ano
passado.
O primeiro semestre, em Salvador, também foi marcado por outros
aumentos da produtividade. Dados coletados pela Coordenação de Documentação e
Estatística da Polícia Civil (Cdep) revelam o crescimento da atividade policial
nas mais diversas modalidades, comparando com os seis primeiros meses de 2015.
Os autuados pelo tráfico de drogas, uma das principais causas dos crimes
cometidos em Salvador, também tiveram o cerco ainda mais fechado em 2016, o que
gerou o aumento de 14% nas prisões por este crime em comparação com 2015.
Na parte de apreensões, quesito armamento, foram 3.737 unidades
retirados das mãos de organizações criminosas, nos seis primeiros meses do ano.
Em números absolutos são 925 espingardas, 40 fuzis, 25 metralhadoras, 27
carabinas, 24 escopetas, 436 pistolas, 136 garruchas e 2.124 revólveres.
Passando para o âmbito de combate às substâncias entorpecentes, foram
apreendidas, no mesmo período, pouca mais de 1 tonelada de maconha, cocaína e
crack.
“Os números constatam que as polícias estão aprimorando as técnicas
de combate à criminalidade e que, apesar das dificuldades, estão evoluindo na
busca por Justiça”, garantiu Barbosa.






