Na 36ª fase da Lava Jato, policiais federais cumprem, na manhã desta
quinta-feira (10), 18 mandados judiciais em cidades de São Paulo, do Paraná e
Ceará. A ação, que foi batizada de Operação Dragão, conta com dois mandatos de
prisão preventiva e 16 de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Federal, nesta fase da Lava Jato o alvo são dois operadores financeiros
que movimentavam recursos originários de operações fraudulentas entre empreiteiras
e empresas com sedes no Brasil, envolvendo funcionários da Petrobras e
executivos. São eles o empresário e lobista Adir Assad e o advogado
Rodrigo Tacla Duran.
O nome Dragão, dado à investigação policial, é uma referência aos
registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação
dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar
recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior.
São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, manutenção
não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro. Aproximadamente 90
policiais estão nas ruas esta manhã cumprindo os mandados judiciais.
Os mandados de busca estão sendo cumpridos na cidade de Jaguaruana, no
Ceará, nos municípios de Barueri, Santana de Parnaíba e na capital de São
Paulo, e em Curitiba e em Londrina, no Paraná.
Última fase levou à prisão de Antonio
Palocci
Na 35ª fase da Operação lava Jato, o ex-ministro Antonio Palocci foi preso preventivamente pela Polícia Federal.
O petista é suspeito de ter cometido o crime de corrupção passiva por,
supostamente, ter recebido propina da empreiteira Odebrecht em troca de
favorecer a empresa no âmbito do governo federal.
Segundo as investigações, o petista teria atuado entre 2008 e 2013,
quando já não era mais ministro, mas ainda exercia forte influência junto ao
governo. Durante esse período, o PT e seus agentes – entre eles Palocci –
teriam recebidos mais de R$ 128 milhões.
Em outubro, Palocci foi indiciado pelo crime de corrupção passiva.
Palocci foi ministro da Fazenda no governo Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa
Civil na gestão Dilma Rousseff, ambos do PT.
Em setembro, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Lava
Jato em primeira instância, ordenou o bloqueio de R$ 128 milhões das contas
bancárias de Palocci e de mais dois auxiliares.






