quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Jornalista e analista político comenta o resultado das eleições e destaca o fortalecimento político


Muito se comenta sobre o resultado das eleições em Mata de São João, a reeleição do prefeito e a renovação da Câmara de Vereadores. O jornalista e articulista Rodrigo Sintra, analisou e deu a sua opinião sobre o cenário político na cidade.


Para ele, a vitória de Marcelo Oliveira com mais de 3 mil votos foi impressionante depois de tantos anos no poder. Ele destaca que o prefeito fica politicamente ainda mais forte.

“Uma vitória impressionante, porque depois de tantos anos no poder o desgaste é natural para qualquer político e, na verdade, o prefeito Marcelo Oliveira teve uma vitória menor que em todas as outras eleições, porém a oposição somou mais de 14 mil votos. A gente ouvia muita queixa, muita reclamação. O mandato foi conturbado porque teve toda essa polêmica referente a emprego e problemas com a insignificância aos cidadãos matense. A cidade ficou repleta de escolas em menos de um ano e o comercio não evolui em nada e entre outras reformas que não congratula o povo, alguns dias se imaginava que isso tudo desgastasse o prefeito junto à população e certamente desgastou naquele momento, mas não se refletiu na urna. É um resultado extraordinário; o que se configura para mim é que ele fica ainda mais forte. Não tem ninguém fazendo sombra a Marcelo Oliveira na política de Mata de São João. Os números falam por si porque é incontestável essa situação”, afirmou.

Segundo Rodrigo, o fato de Marcia ter ficado em segundo lugar no resultado das urnas reflete o desgaste de anos na política desarticulados na cidade. Ele pontua que uma surpresa foi o candidato Rafael Pires, do Partido Social Liberal (PSL), ter ficado em terceiro lugar com mais de 5 mil votos, principalmente pelo pouco tempo que teve de propaganda política e ser a primeira vez a disputar uma eleição. “Porém, isso é insuficiente para constituir uma força de oposição a Marcelo Oliveira que está “reinando” sozinho em Mata de São João agora mais do que nunca”, completou.

Oposição a Marcelo Oliveira

Rodrigo considerou ainda que Marcelo Oliveira é a única força política majoritária da cidade. A oposição é muito fraca e isso pode ser visto diante da eleição dos vereadores de oposição.

Posição privilegiada de Luciene Tavares (Lulu)
O jornalista avaliou também a situação do vice-prefeita Luciene Tavares. Ele disse que Lulu está em uma posição privilegiada nunca antes vista.

“Mesmo que Marcelo Oliveira governe os quatro anos, se ele vier a ser lançado como candidato em 2020 ele está em uma posição privilegiada. Isso tudo tem que se construir ao longo desses quatro anos que vão se passando. Porque obviamente tem muito mais gente de olho nessa vaga. Se o vice-prefeito agora, Lulu, deitar em berço esplêndido, ela não conseguirá ser a candidata do grupo. O que seria natural nesse momento em que ela é a vice”, afirmou.


Rodrigo Sintra pontuou que essa é a primeira vez que Marcelo Oliveira tem uma vice-prefeita com tamanha expressão política.

Planejamento da cidade

Sobre o fortalecimento político da tropa Marcelo Oliveira, tantos anos que ele se encontra no poder e o fato de que ele não poderá ser candidato em 2020, Rodrigo avalia que os próximos quatro anos de mandato do prefeito vão lhe permitir ainda mais autonomia na tomada de decisões, além de ser uma oportunidade de pensar a cidade para o futuro.

“Ele já tem o nome dele na história de Mata de São João assegurado. Agora ele poderia assegurar ainda mais pensando na cidade para o futuro. Fazendo um planejamento para a cidade e a constituição de diretrizes. Formar isso através de algum tipo de mecanismo, de conselho, que fizesse com que a cidade passasse a seguir uma conduta, tivesse um caminho a trilhar independente do prefeito que ela tivesse. Mata de São João não tem isso e hoje a coisa é um tanto quanto caótica. A cidade vai crescendo aos trancos e barrancos e no lugar de resolver, acumula problemas. Como a cidade não vai parar de crescer é preciso começar agora a resolver esses problemas. Começar a investir em meios alternativos de transporte, como bicicleta, começar a pensar em coisas mais elevadas como a energia solar, políticas ambientais, fontes alternativas de energia, políticas permanentes de atração de empresas, de vender a cidade para o exterior e de melhorar a educação para a gente ter um nível mais elevado de qualidade de mão de obra. Pensar a longo do prazo. Não é uma coisa que se faz em quatro anos”, finalizou.

Resultado das Eleições

Foto: Reprodução



Estatística Eleitoral 








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