Na noite da
segunda-feira (27), deixou rumores sobre a situação política entre o atual
prefeito Marcelo Oliveira, o atual deputado federal João Gualberto e o
ex-vereador Dr.Alan, entre os moradores da cidade de Mata de São João, ao qual,
a frase mais emblemática seria, "de inimigos a confidentes”, em uma
policlínica que foi recentemente inaugurada com representações politicas uma
foto deixa espantado os internautas que são divergentes em seus comentários.
O
ex-vereador Dr. Alan Fialho fez elogios, o que não constatava até pouco meses
atrás, o que fortifica ainda mais a relação de força do candidato a reeleição
Marcelo Oliveira. " eu ouço as vezes as pessoas falarem que o político tem
que andar por aí, pelas esquinas dando tapinha nas costas e hoje você tá dando
um beijo no coração de todos os cidadãos de Mata de São João".
Observa-se a coincidência entre a esfera da política e a
oposição amigo-inimigo. A política é interpretada como uma
atividade de agregação-desagregação: defesa dos amigos, combate aos inimigos. Os
homens, na luta pela vida, travam batalhas — reais ou imaginárias — que
exprimem diferentes tipos de conflitos de menor ou maior intensidade. A
oposição irreconciliável entre interesses gera a necessidade da força física,
única maneira de por fim ao antagonismo.
Parece óbvio que em tempos
de guerra a política assuma essa forma. Mesmo na paz, o poder político fundamenta-se, em última instância, no uso da
coerção: o recurso à força física é sempre o baluarte que garante o status quo. Neste sentido, a política como antagonismo amigo-inimigo comprova o caráter coativo do poder político, sem o
qual o Estado desagrega-se e a ordem reinante tende a ser substituída. Não por
acaso, todas as revoluções tratam de instituir um poder político próprio, de reconstruir o aparato de Estado.
Pela lógica formal
chega-se ao seguinte paradoxo: meus inimigos são inimigos dos meus amigos! Se
sou amigo do inimigo do meu amigo, sou inimigo do meu amigo!
Portanto, não só a
política, mas também as relações pessoais, são aprisionadas na dualidade que
contrapõe o bom e o mau, o mocinho e o bandido, o belo e o feio etc. Esse
pensamento vê o mundo em duas cores: é incapaz de perceber as suas nuanças. A
cegueira teórica e política é compensada com o sagrado apego à retórica fundada
no dogma.
Portanto, não sei se sou
amigo ou inimigo dos que dizem ser amigos. O antagonismo nesse caso se supera
aos anseios da luta travada.






