quarta-feira, 29 de junho de 2016

Aliados ontem, inimigos hoje, mas amanhã?

Na noite da segunda-feira (27), deixou rumores sobre a situação política entre o atual prefeito Marcelo Oliveira, o atual deputado federal João Gualberto e o ex-vereador Dr.Alan, entre os moradores da cidade de Mata de São João, ao qual, a frase mais emblemática seria, "de inimigos a confidentes”, em uma policlínica que foi recentemente inaugurada com representações politicas uma foto deixa espantado os internautas que são divergentes em seus comentários.

Foto: reprodução/Facebook
O ex-vereador Dr. Alan Fialho fez elogios, o que não constatava até pouco meses atrás, o que fortifica ainda mais a relação de força do candidato a reeleição Marcelo Oliveira. " eu ouço as vezes as pessoas falarem que o político tem que andar por aí, pelas esquinas dando tapinha nas costas e hoje você tá dando um beijo no coração de todos os cidadãos de Mata de São João".

Observa-se a coincidência entre a esfera da política e a oposição amigo-inimigo. A política é interpretada como uma atividade de agregação-desagregação: defesa dos amigos, combate aos inimigos. Os homens, na luta pela vida, travam batalhas — reais ou imaginárias — que exprimem diferentes tipos de conflitos de menor ou maior intensidade. A oposição irreconciliável entre interesses gera a necessidade da força física, única maneira de por fim ao antagonismo.
Parece óbvio que em tempos de guerra a política assuma essa forma. Mesmo na paz, o poder político fundamenta-se, em última instância, no uso da coerção: o recurso à força física é sempre o baluarte que garante o status quo. Neste sentido, a política como antagonismo amigo-inimigo comprova o caráter coativo do poder político, sem o qual o Estado desagrega-se e a ordem reinante tende a ser substituída. Não por acaso, todas as revoluções tratam de instituir um poder político próprio, de reconstruir o aparato de Estado.
Pela lógica formal chega-se ao seguinte paradoxo: meus inimigos são inimigos dos meus amigos! Se sou amigo do inimigo do meu amigo, sou inimigo do meu amigo!
Portanto, não só a política, mas também as relações pessoais, são aprisionadas na dualidade que contrapõe o bom e o mau, o mocinho e o bandido, o belo e o feio etc. Esse pensamento vê o mundo em duas cores: é incapaz de perceber as suas nuanças. A cegueira teórica e política é compensada com o sagrado apego à retórica fundada no dogma.
Portanto, não sei se sou amigo ou inimigo dos que dizem ser amigos. O antagonismo nesse caso se supera aos anseios da luta travada.


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