segunda-feira, 9 de maio de 2016

Presidente interino da Câmara decide anular tramitação do impeachment

Substituto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, o deputado federal Waldir Maranhão decidiu anular a tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, em decisão anunciada nesta segunda-feira (9). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da presidência. 
Foto: reprodução
Maranhão assumiu o cargo interinamente na semana passada, após Cunha ter sido afastado de seu mandato como parlamentar devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal embasada em ação da Procuradoria-Geral da República. 

Na decisão, Maranhão afirma ter encaminhado ofício ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), para que lhe encaminhe de volta todo o processo do impeachment de Dilma, que tinha previsão para ser votado no plenário do Senado já nesta quarta-feira (11), após ter sido aprovado em comissão especial na semana passada. 
Atendendo a um pedido da Advocacia-Geral da União, a decisão vem mais de 20 dias depois da votação que aprovou a admissibilidade da ação por parte da Câmara e afirma que os parlamentares não podiam ter anunciado seus votos antes da sessão e pelo fato de a defesa não ter podido falar antes dos votos. 
"Também considero que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, por ser o que dispõe o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e o que estava originalmente previsto no processamento do impeachment do Presidente Collor", diz a nota de Maranhão.
"Por estas razões, anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados."
Maranhão pediu que o processo seja devolvido à Câmara e solicitou que seja realizada nova sessão para votar o pedido de impedimento de Dilma Rousseff no prazo de cinco sessões, contadas a partir da devolução do processo.
"É preciso confirmar a decisão, os desdobramentos da decisão, quais são nossas ações possíveis de serem tomadas", disse a jornalistas Humberto Costa (PT-PE), líder do governo Dilma no Senado. "Foi um processo movido pela vingança a do Eduardo Cunha, que ele não tinha como tocar um processo como este em pauta. E, baseados nisso, achamos que conseguiremos uma anulação definitiva."
De acordo com especialistas ouvidos pelo iG, a decisão é inexistente e cabe apenas ao Senado tomar a decisão sobre ler o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) nesta segunda-feira para dar continuidade ao processo de votação.

Veja a nota na íntegra emitida por Maranhão:




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