O setor atacadista e distribuidor da Bahia, que movimenta anualmente mais de R$ 7 bilhões, vai encerrar 2015 com um crescimento entre 5% e 6%, ou seja, abaixo da inflação. Antes da crise econômica, o segmento vinha registrando expansões sempre acima de dois dígitos no estado. A recessão, no entanto, não é a maior preocupação do setor neste momento. O que mais tem pesado e tirado o sono dos empresários baianos é a concorrência com os grandes atacadistas internacionais de autosserviço, como o Atacadão e o Makro. "É uma disputa desleal", reclama Antônio Alves Cabral, presidente da Associação dos Distribuidores e Atacadistas da Bahia (Asdab). A entidade pretende levar ao governador Rui Costa nos próximos dias um projeto que prevê a desoneração do setor, a exemplo do que ocorreu no estado do Ceará. "É preciso um maior equilíbrio tributário. Reduzir impostos para que o agente de distribuição atenda ao pequeno varejista e este chegue ao consumidor final mais competitivo. Hoje o pequeno negócio oferece produtos até 40% mais caros que as lojas de cash & carry (que operam com sistema de venda para atacado e varejo). Precisamos reduzir esta diferença para 10%", afirma o presidente da Asdab.
Segmento emprega 400 mil pessoas
Dados da Nielsen mostram que o setor atacadista do país movimentou no ano passado R$ 221 bilhões. Na Bahia, os 600 associados da Asdab atendem a cerca de 75 mil pontos de venda. O setor emprega no estado 400 mil pessoas.
Sauipe S/A vai investir R$ 193,8 mi
A Sauipe S/A vai investir, até 2018, R$ 193,8 milhões na ampliação e modernização do megacomplexo turístico Costa do Sauipe, em Mata de São João, litoral norte baiano. O projeto, que vai gerar 550 novo empregos, contará com financiamento da Sudene, que irá repassar R$ 68,2 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). A primeira parcela - de pouco mais de R$ 32,5 milhões - será liberada em 2016.
Empregos - Controlado pela Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, o complexo conta com cinco hotéis com 1.417 quartos e outras cinco pousadas com 147 quartos. Emprega hoje cerca de 1,8 mil pessoas. No ano passado a receita líquida do empreendimento chegou R$ 164 milhões. O prejuízo foi de R$ 22,6 milhões.
Moinho de Ilhéus será reativado
O Moinho de Ilhéus, que foi desativado há dez anos pela Bunge Alimentos, vai voltar a operar. Esta semana, a Codeba lançou o edital de licitação para o arrendamento do equipamento. As empresas interessadas no espaço devem entregar as propostas até o dia 12 de janeiro de 2016. Instalado em uma área de 11 mil m², ao lado do Porto de Malhado, o Moinho possui seis silos e tem capacidade para processar diariamente até 390 toneladas de trigo. Para voltar a operar, serão necessários investimentos da ordem de R$ 30 milhões. Em plena atividade, o moinho pode gerar até 500 empregos diretos e indiretos.
Atakarejo terá loja na Boca do Rio
Além de uma nova loja em Amaralina, o Atakadão Atakarejo prepara-se para construir uma unidade na Boca do Rio. O supermercado - localizado na Rua Abelardo Andrade de Carvalho, vizinho ao Instituto Municipal de Educação Professor José Arapiraca - terá 10.994,79 m² de área construída. A rede conta atualmente com sete filiais.
- A baiana Helado Monterrey - que produz paletas mexicanas, aqueles picolés gigantes e recheados - acaba de lançar quatro novos sabores: maracujá com leite condensado, banana com nutella, abacaxi com hortelã e frutas vermelhas.





