sexta-feira, 16 de outubro de 2015

João gualberto (PSDB-BA), não assinou a representação pedindo a cassação de Eduardo Cunha

Foto: reprodução
Em meio às denúncias de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria contas secretas na Suíça, integrantes da CPI da Petrobras bateram boca, na tarde desta quarta-feira (14), diante das cobranças do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) para que o peemedebista volte a depor na comissão. O clima no plenário esquentou quando o deputado João Gualberto (PSDB-BA) acusou o PSOL de ser "um partido auxiliar do PT" e que "pega no pé do Cunha", o que levou Valente a mandá-lo "calar a boca".

As redes sociais se exaltaram desde a revelação das contas secretas de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Suíça, com saldo de 2,4 milhões de dólares. O presidente da Câmara dos Deputados está sendo investigado por lavagem de dinheiro e corrupção pelo Ministério Público do país europeu, e muitos acreditam em sua queda "a qualquer momento". A derrubada do peemedebista, no entanto, não é tão simples, Cunha se nega a renunciar e pressiona tanto a oposição quanto o governo para se manter no cargo. Entenda melhor:

O posicionamento da oposição tem sido ambíguo, mas a tendência é o apoio a Cunha e sua permanência na presidência da Câmara. Com a revelação das contas de Cunha na Suíça, líderes da oposição (PSDB, DEM, PSB, PPS e Solidariedade) defenderam, por meio de nota, seu afastamento do cargo. Segundos relatos, entretanto, seria apenas um jogo de cena, uma vez que os deputados seguem encontrando-se com o peemedebista e decidindo com ele a estratégia de encaminhamento do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. 

O próprio deputado Paulinho da Força (Solidariedade) definiu o atraque a Cunha por parte da oposição como "um erro, uma besteira que não acrescentou nada e só criou dificuldade para o nosso lado". 

Só um deputado da oposição, Max Filho (PSDB-ES), assinou a representação pedindo a cassação de Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar.

Vídeo - Politica CPI




Quais deputados assinaram a representação pela cassação do mandato do presidente da Câmara?
Ao todo, 47 deputados de cinco partidos diferentes assinaram a representação: 
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Edmilson Rodrigues (PSOL-PA)
Glauber Braga (PSOL-RJ)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Jean Wyllys (PSOL-RJ)
Luiza Erundina (PSB-SP)
Erika Kokay (PT-DF)
Luiz Couto (PT-PB)
Padre João (PT-MG)
Luizianne Lins (PT-CE)
Dionilso Marcon (PT-RS)
Jorge Solla (PT-BA)
Pedro Uczai (PT-SC)
Givaldo Vieira (PT-ES)
Chico D'Angelo (PT-RJ)
João Daniel (PT-SE)
Professora Marcivânia (PT-AP)
Adelmo Carneiro Leão (PT-MG)
Leônidas Cristino (PROS-CE)
Moema Gramacho (PT-BA)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Enio Verri (PT-PR)
Margarida Salomão (PT-MG)
Maria do Rosário (PT-RS)
Afonso Florence (PT-BA)
Angelim (PT-AC)
Zeca Dirceu (PT-PR)
Zé Carlos (PT-MA)
Nilto Tatto (PT-MS)
Pepe Vargas (PT-RS)
Ana Perugini (PT-SP)
Décio Lima (PT-SC)
Paulão (PT-AC)
Wadih Damus (PT-RJ)
Henrique Fontana (PT-RS)
Beto Faro (PT-PA)
Arnaldo Jordy (PPS-PA)
José Stédile (PSB-RS)
Cabo Daciolo (Sem Partido)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Hugo Leal (PROS-RS)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Bohn Gass (PT-RS)
Alessandro Molon (Rede)
Assis do Couto (PT-PA)
Heitor Schuch (PSB-RS)
Max Filho (PSDB-ES)

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